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Thursday, December 16, 2010

tree of life


Tree of Life is a period piece centered around three boys in the 1950s. The eldest son (Hunter McCracken none SAG) of two characters (Brad Pitt and Jessica Chastain) witnesses the loss of innocence.

We trace the evolution of an eleven-year-old boy in the Midwest, Jack, one of three brothers. At first all seems marvelous to the child. He sees as his mother does, with the eyes of his soul. She represents the way of love and mercy, where the father tries to teach his son the world's way, of putting oneself first. Each parent contends for his allegiance, and Jack must reconcile their claims. The picture darkens as he has his first glimpses of sickness, suffering and death. The world, once a thing of glory, becomes a labyrinth.

Framing this story is that of adult Jack, a lost soul in a modern world, seeking to discover amid the changing scenes of time that which does not change: the eternal scheme of which we are a part. When he sees all that has gone into our world's preparation, each thing appears a miracle precious, incomparable. Jack, with his new understanding, is able to forgive his father and take his first steps on the path of life.

The story ends in hope, acknowledging the beauty and joy in all things, in the everyday and above all in the family -- our first school -- the only place that most of us learn the truth about the world and ourselves, or discover life's single most important lesson, of unselfish love.

Esta é a sinopse, já há algum tempo divulgada, do próximo filme do sublime cineasta Terrence Malick, The Tree of Life. Desde a sua divulgação, mais nada se soube do filme, à excepção dos sucessivos rumores sobre datas de estreias sucessivas que acabavam por não se verificar, o que já é costume nos filmes de Malick, por dificuldades com as distribuidoras e pelo longo tempo que Malick costuma dispender a montar os filmes.

Com as expectativas em alta, saiu agora finalmente o trailer de The Tree of Life. O que vi não me podia ter deixado mais satisfeito. O típico estilo Malickiano está lá, na contemplação das imagens, na reflexão em voz-off, na relação do Homem com a Natureza e na perfeição dos planos. No entanto, há algo mais aqui, que não existia nos anteriores filmes do realizador, nem mesmo em The Thin Red Line: um tom épico poderosíssimo e incrivelmente ambicioso, estilo 2001: Odisseia no Espaço, como se se quisesse fazer o maior filme de todos os tempos.

Na maioria dos realizadores, este tom seria certamente ridículo. De Malick, espera-se o melhor. Aqui fica o trailer.


Sunday, November 7, 2010

The Social Network


David Fincher tem mantido, regra geral, o piloto automático ligado durante os seus últimos filmes, e The Social Network é provavelmente o exemplo mais flagrante de todo o automatismo que lhe tem sido característico.

O filme é sempre competente na forma como conta a história do inventor do Facebook, com personagens eficazes e ritmo adequado, mas não existe um único momento de inovação capaz de o elevar para além da mais básica competência.

A tentativa de tornar a vida de Max Zuckerberg num grande drama dos tempos modernos (há quem tenha proclamado que é isso que o filme faz) fica assim completamente limitada pela crise de ideias de Fincher: por exemplo, a relação com a ex-namorada não tem um pingo de densidade, e, no entanto, é com uma referência a essa relação que o filme termina, mas sem deixar mais que uma sensação de total inconsequência.

E pensar que este é o realizador de The Game...

Friday, July 16, 2010

The Thin Red Line - Criterion


Em Setembro, a Criterion vai editar em DVD e Blu-Ray um dos mais belos filmes de todos os tempos: The Thin Red Line, de Terrence Malick, esse poeta das imagens e das relações humanas. Finalmente, esta obra-prima intemporal tem uma edição à altura.

Para além da qualidade Criterion que estará certamente garantida na imagem, com transferência aprovada por Terrence Malick, a edição tem ainda uma série de extras que se podem encontrar aqui.

Abaixo, deixo o trailer e alguns excertos de um artigo que João Bénard da Costa escreveu sobre este filme, que utiliza um cenário de guerra para tratar de tudo o que aflige o ser humano: da solidão, da esperança, do medo, do amor, da coragem, do desespero, da morte, e da vida.
A luz, a luz tropical, invade tanto tudo que nem reparamos bem que o dia claro é também baço e que as húmidas nuvens cobrem o sol. Até que há (imenso plano geral) esse enorme "arrepio" da verdura, sacudida pelo vento. "The close you are to Caesar, the greater the fear". A escuridão adensa-se? Pelo contrário, o sol brilha e torna tudo ainda mais verde (a côr do medo, diz-se) e ainda mais suave. E basta esse sinal de luz - essa mudança de luz - ("let there be light") - para sabermos, antes, que à visão do paraíso se vai suceder a do inferno, que a morte vai ceifar a vida. É preciso ser-se absolutamente genial para conseguir um tal plano e um tal absoluto. (...)
Quando os sobreviventes da chacina chegam ao alto da colina e enfrentam os japoneses, vemos homens tão apavorados como apavorados víramos os brancos no início. Há um americano que conversa com um japonês agonizante. Em voz baixa, num tom neutro, diz ao moribundo coisas horríveis (...). Que pensará o japonês enquanto o ouve? Perceberá a agressão, o ódio, ou levado pelo tom de voz, julgará que aquele outro homem o consola à hora da morte? Quando já tivemos tempo para pensar nisto tudo, começa a falar. E é a nossa vez (e vez do americano) de nada percebermos. O moribundo responde ao ódio com ódio? Fala de si próprio e das saudades de quem vai deixar? Tenta transmitir uma mensagem? Pede perdão? Nunca saberemos. Mas sabemos que, naquele campo de medo e naquele campo de sangue, não há diálogos, mas só monólogos.