Tuesday, September 14, 2010

Leitura Indispensável: "OS ERROS NOS EXAMES", por Carlos Fiolhais


Em Julho do ano passado, escrevi um texto sobre a forma como o GAVE estava a lidar com os erros que iam sendo detectados nos exames e com as críticas que saíam na comunicação social. Os casos foram estranhos e preocupantes: respostas directas a jornais em que o autor expressava a sua opinião pessoal quanto ao facilitismo dos exames num editorial; apressarem-se a colocar o título chamativo "A Sociedade Portuguesa de Química Errou" (sobre um parecer que deu), mas ao mesmo tempo corrigirem um erro sem fazerem qualquer comentário, colocando apenas horas depois um esclarecimento em que aproveitam para se auto-elogiar.

Como sempre, este ano voltaram a haver erros. Mas, mais grave que aparecerem erros em exames que têm um ano para serem preparados, é o GAVE não saber lidar com eles. A leitura deste texto de Carlos Fiolhais é indispensável, pois a história que relata é simplesmente chocante. Uma professora de Biologia e Geologia denunciou um erro num exame, a propósito de uma pergunta de escolha múltipla cuja resposta estava claramente errada, recebendo respostas do GAVE que revelam a falta de conhecimento dos seus responsáveis, e que ignoraram o facto da professora estar correcta. Como termina Fiolhais, Pasmem-se:

os alunos que dominavam a matéria e responderam correctamente tiveram uma resposta considerada errada e, se calhar, não puderam entrar no curso que queriam. E os outros, que sabiam pouco (tão pouco como o GAVE) foram premiados com uns pontos e, quiçá, aí estão colocados. Assim vai o ensino em Portugal...

Monday, September 13, 2010

Analfabetização no final do ensino básico?


Na revista Única desta semana há um artigo sobre pessoas analfabetas em Portugal (cerca de 10% da população), focando-se essencialmente no caso dos jovens. Alguns tinham deixado de ir à escola; outros, mesmo indo, continuavam sem saber ler nem escrever.

Um dos exemplos é o de Manuel (nome fictício), um rapaz por volta dos 14 anos que não sabe ler nem escrever. Conta que aprendeu alguns números, mas apenas os mais fáceis. No entanto, encontra-se no 7º ano de escolaridade. Como? "Não sei, vão-me passando", é a resposta que dá.

Uma professora que o acompanha explica que Manuel está a seguir um currículo de ensino especial, mas que, quando for para o 8º ano, irá ingressar numa turma do ensino normal, para que não se sinta excluído. Contudo, Manuel não quer aprender: diz que não gosta da escola nem de estar numa sala de aula.

Evidentemente, casos como os de Manuel são raros: quase ninguém se encontra praticamente a terminar o ensino básico sem saber ler nem escrever. No entanto, deixa-nos a pensar: se é possível lá chegar nestas condições, quantos lá chegarão que, embora saibam ler, não sabem escrever sem erros, nem ter uma noção clara de número, nem pensar de forma crítica e científica, nem conhecem o contexto do mundo que os rodeia?

Friday, September 10, 2010

Energia Nuclear


Por alguma razão estranha, o tema da energia nuclear é tabu em Portugal. Repare-se que não se trata de recear o nuclear, mas sim o próprio debate! Sempre que surge, é rapidamente descartado como algo obscuro e mau, apesar de quase todos os países desenvolvidos utilizarem este tipo de energia. Eu não sei se ela seria útil para Portugal, mas sei uma coisa: debatê-la seria.

A propósito deste tema, a crónica do professor Carlos Fiolhais para a última edição do Sol resume o que há a dizer. Pode ser lida aqui, no De Rerum Natura.

Thursday, September 9, 2010

Pulseiras do Equilíbrio (II)


De acordo com o site oficial das pulseiras do equilíbrio, "toda a nossa existência depende de uma perfeita transmissão e equilíbrio das cargas eléctricas positivas e negativas, chamadas iões". Para além disso, "uma saúde óptima e performance de pico ocorrem quando o corpo mantém o equilíbrio iónico (a troca entre cargas negativas e positivas) e vias de fluxo de energia livres (harmonia) na frequência ideal".

Ignorando a parte do fluxo de energia livre, que não sei o que significa (nem eu nem ninguém no planeta), e o facto de cargas positivas e negativas não se chamarem iões, vejamos o que aconteceria caso o nosso corpo não estivesse em equilíbrio de cargas positivas e negativas. Richard Feynman, um dos maiores físicos do século XX, começa da seguinte forma o capítulo sobre electromagnetismo nas suas famosas Lectures on Physics:

Consider a force like gravitation which varies predominantly inversely as the square of the distance, but which is about a billion-billion-billion-billion times stronger. And with another difference. There are two kinds of "matter", which we call positive and negative. Like kinds repel and unlike kinds attract - unlike gravity where there is only attraction. What would happen?

A bunch of positives would repel with an enormous force and spread out in all directions. A bunch of negatives would do the same. But an evenly mixed bunch of positives and negatives would do something completely different. The opposite pieces would be pulled together by the enormous attractions. The net result would be that the terrific forces would balance themselves out almost perfectly, by forming tight, fine mixtures of the positive and negative, and between two separate bunches of such mixtures there would be practically no attraction or repulsion at all.

There is such a force: the electrical force. And all matter is a mixture of positive protons and negative electrons which are attracting and repelling with this great force. So perfect is the balance however, that when you stand near someone else you don't feel any force at all. If there were even a little bit of unbalance you would know it. If you were standing at arm's length from someone and each of you had one percent more electrons than protons, the repelling force would be incredible. How great? Enough to lift the Empire State building? No! To lift Mount Everest? No! The repulsion would be enough to lift a "weight" equal to that of the entire earth!

Como se vê, estamos perfeitamente bem no que diz respeito a equilíbrio de cargas, mesmo sem pulseiras do equilíbrio para nos auxiliar. Até agora, ainda não vi ninguém produzir uma força capaz de "levantar a Terra".

Wednesday, September 8, 2010

Mitos sobre suicídio


O ser humano tem o estranho impulso de tirar conclusões precipitadas sobre como os outros se sentem e reagem, com base nas suas próprias preferências. O maior exemplo disso é a questão dos suicídios no Norte da Europa, esse mito que, por muito que seja desmentido por factos concretos disponibilizados pela Organização Mundial de Saúde, não parece ter fim à vista.

Devido ao facto da maioria das pessoas gostar de luz solar intensa e de calor, mesmo com temperaturas tão exageradamente elevadas como as que se têm sentido este Verão em Portugal, tem-se a tendência de assumir que as taxas de suicídio são elevadíssimas nos países do Norte da Europa, como a Noruega, a Suécia ou a Finlândia, onde o Sol, por muito tempo que esteja no céu durante o Verão, nunca brilha com a intensidade que vemos aqui em Portugal.

No entanto, como sempre, a verdade é mais complexa do que aquilo que se assume em juízos apressados. No site Psychology Today pode-se ler um artigo intitulado Sunshine and Suicide - Debunking some myths about suicide, onde não só este mito é desmontado como é ainda possível ler outras conclusões interessantes. Resumo da seguinte forma as que considero mais importantes:

  • Os suicídios são mais elevados em Junho no Hemisfério Norte e em Dezembro no Hemisfério Sul, precisamente quando o número de horas de Sol é maior;
  • Existe, portanto, uma forte ligação entre o número de horas de Sol e a taxa de suicídios, mas no sentido contrário àquele que se espera;
  • O que leva ao suicídio são depressões muito fortes, que nada têm que ver com o tempo;
  • Uma teoria explica esta relação da seguinte forma: as pessoas que sofrem de depressões fortes, ao estarem num ambiente com muita luz solar, recebem essa energia como uma motivação extra não para melhorarem, mas para elaborarem um plano de suicídio.
É, portanto, mentira que as taxas de suicídio sejam mais elevadas nos países do Norte da Europa. Na verdade, este pico ocorre na Europa de Leste, por razões que desconheço. Certamente que se pode especular sobre quais serão elas com base na nossa intuição. Infelizmente, a nossa capacidade intuitiva nestes casos é muito fraca. Como escreveu Arthur C. Clarke, "a verdade, como sempre, será muito mais estranha".

Tuesday, September 7, 2010

Pulseiras do Equilíbrio


Sempre achei muito divertido ver televendas. Quase todos os produtos são desenvolvidos por cientistas da NASA, e todos são comprovados por estudos anónimos dos quais não se consegue ler uma palavra sequer. Tudo isto dava-me vontade de rir, pois é tão ridículo que nunca me passou pela cabeça que qualquer pessoa com o mínimo de estudos pudesse acreditar em algo do que estava a ver.

Hoje, com as reacções que se têm visto às "pulseiras do equilíbrio", percebo que estava enganado. Se estas pulseiras têm tantos fãs, quantas pessoas acreditarão nos mais bizarros produtos das televendas? É que, em comparação com as pulseiras do equilíbrio, estes produtos são ciência pura. Estou, evidentemente, a exagerar, mas com um fundo de verdade: nunca nas televendas pude ver ou ouvir a quantidade de balelas pseudo-científicas mascaradas de ciência da forma rasca e insultuosa que li no site oficial das pulseiras do equilíbrio.

Expressões como "frequências embutidas em hologramas quânticos", "campo electromagnético do corpo humano", "tecnologia única que se liga ao campo energético criando um circuito que o optimiza e aumenta a distribuição de energia ao máximo", "frequências que ocorrem de modo natural dentro do corpo", "equilíbrio de cargas eléctricas positivas e negativas", ou "vias de fluxo de energias livres na frequência ideal" não fazem o mínimo sentido. Não têm significado. Se lá estivesse escrito "dgjnasuojsd ioasjafv qwoieurfaf asfnaju" ficaria a saber o mesmo: nada.

Tal como não basta escolher palavras ao acaso do dicionário para se fazer literatura, também não é suficiente juntar-se palavras tipicamente científicas para se fazer ciência. A ciência faz-se com um trabalho árduo de investigação, de experiência e de teoria, analisado por centenas ou milhares de cientistas de todo o mundo, de forma a que todo e qualquer erro desapareça. Não é suficiente juntar palavras ao acaso, referenciar a NASA como entidade e uns quantos estudos anónimos que ninguém viu para que um produto tenha credibilidade.

Claro que cada pessoa tem a liberdade de acreditar no que quiser. No entanto, importa referir que nunca a liberdade de pensamento fez com que uma mentira passasse a ser verdade. Da mesma forma, cada um tem também a liberdade de ser enganado, e de preferir à ciência o mito, a superstição e as aldrabices sem escrúpulos. Já a liberdade para se fazer publicidade mentirosa é mais questionável, pois aproveita-se da falta de conhecimento científico das pessoas.

Friday, September 3, 2010

Carlos Fiolhais no 5 Para a Meia-Noite


Carlos Fiolhais, um dos grandes divulgadores de ciência em Portugal, esteve no dia 31 de Agosto no programa 5 Para a Meia-Noite, onde foi entrevistado por Fernando Alvim. Com a sua habitual boa disposição, falou de ciência, do tamanho do Universo, de experiências pessoais da sua vida, e da mais recente moda que anda a enganar milhares de pessoas - as pulseiras do equilíbrio.

O programa pode ser visto integralmente aqui.

Thursday, September 2, 2010

Dia e Noite

O ser humano não reage bem em condições naturais que fujam ao que está habituado no seu quotidiano. Uma das mais importantes é a existência de dia e de noite.

Contudo, tanto na Terra como fora dela, há pessoas que actualmente vivem sem este equilíbrio de dia e noite. Nas zonas da Terra acima do Círculo Polar Ártico e abaixo do Círculo Polar Antártico, é possível ver no Verão o chamado "sol da meia-noite", época em que a noite nunca cai; e, no pico do Inverno, este nunca aparece no céu.

Abaixo do Círculo Polar Antártico a Terra não é habitada, mas equipas de investigação fazem lá diversas pesquisas, sujeitando-se às condições mais extremas do planeta, incluindo a ausência de dia ou de noite. Acima do Círculo Polar Ártico, contudo, existem diversas cidades, por exemplo no Canadá, no Alaska, na Gronelância e no Norte da Europa. Pela experiência que tive em Kiruna, na Suécia, as pessoas vivem habituadas a isso; no entanto, para alguém de fora a sensação é inicialmente estranha.

Porém, os astronautas que habitam as estações espaciais que orbitam o planeta Terra têm uma sensação ainda mais estranha. Por exemplo, os astronautas no ISS vêem o sol a nascer 16 vezes, e a por-se outras tantas, contrariando também totalmente a normal experiência de dia e noite.

Quem está neste momento a sentir uma experiência estranha no que diz respeito ao dia e à noite são os mineiros presos numa mina no Chile. Por isso, para evitar que essa situação agrave ainda mais o estado psicológico dos mineiros, a NASA vai simular, através de luzes artificiais, o dia e a noite no interior da mina. A notícia pode ser lida aqui.

Na foto, a trajectória que o Sol faz no norte da Noruega, perto da meia noite no início do Julho.

Monday, August 30, 2010

A Personal Voyage

O maior divulgador de ciência ao público geral que o mundo já viu é principalmente conhecido pela série Cosmos, que passou nas televisões nos anos 80. Para além disso, Carl Sagan é autor de inúmeros livros sobre ciência e não só. Um deles deu o título a este blog.

Contudo, por muito que essa série seja conhecida, a maioria das pessoas que nasceram depois da sua exibição na televisão nunca tiveram oportunidade de assistir. Por isso, deixo aqui um resumo de várias cenas da série, feito por um utilizador do youtube.

Muitas das minhas cenas preferidas estão ausentes, mas a escolha de cenas não deixa de ser boa, permitindo ter uma ideia geral sobre o tom e o estilo tão característico com que Sagan transmite a ciência ao público. A forma apaixonada com que fala sobre os assuntos (tão apaixonada que a série tem como subtítulo A Personal Voyage) faz com que o seu fascínio passe de forma contagiante para o espectador.

Esta é uma viagem pessoal que todos deviam acompanhar.


Saturday, August 28, 2010

Sven's Space Place

Durante o curso que referi no post anterior, tive também oportunidade de assistir a duas conferências do sueco Sven Grahn sobre a história da exploração espacial. As suas apresentações tiveram um interesse muito especial pelo facto de Sven Grahn ter quase sempre uma história pessoal a acrescentar sobre grande parte dos acontecimentos que relatou e sobre as pessoas que conheceu graças ao seu interesse pela exploração espacial.

Na verdade, Sven Grahn interessa-se de tal forma por estas questões que mantém um site chamado Sven's Space Place, que dedica especialmente à fase da corrida ao espaço que ocorreu durante a Guerra Fria. Para os interessados por estas questões, recomendo a visita.

Tuesday, August 24, 2010

Regresso

Regressado da Suécia, gostaria de explicar o que mais me impressionou no curso Human Spaceflight and Exploration, um curso de Verão em que estive em Kiruna, a cidade mais a norte da Suécia, acima do Círculo Polar Ártico.

Para além da oportunidade de aprender mais sobre a história da exploração espacial, tripulada e não tripulada, a experiência foi sobretudo importante por algumas das pessoas que estiveram a dar conferências. O interesse e a paixão que depositam naquilo que fazem é impressionante. Nunca antes, nem mesmo na área da música (e os músicos, tal como os artistas em geral, costumam ter a estranha convicção de que só eles gostam verdadeiramente daquilo que fazem, ao contrário do aborrecimento das restantes profissões), tinha conhecido pessoas tão apaixonadas por aquilo que fazem.

Gail Iles, uma alemã com o doutoramento em física, falou sobre experiências em micro-gravidade em que participa (rockets e vôos parabólicos feitos pelo avião zero-g, da ESA), sobre turismo espacial e uma possível ida a Marte no futuro. Depositava um entusiasmo tal ao falar sobre o que fazia, que deixou qualquer um na sala com vontade de ser astronauta.

Gerhard Thiele, um astronauta alemão que fez um vôo no Space Shuttle com o objectivo de mapear a superfície terrestre, deu uma primeira conferência sem qualquer apresentação de slides, tendo simplesmente aberto uma discussão sobre o significado do termo exploração, sobre as diferenças entre explorar e fazer ciência, sobre as motivações que levam o Homem a querer ir ao espaço, e sobre as diferenças em termos de objectivos entre exploração triupada e não-tripulada, à medida que ia moderando e dando a sua opinião sobre estes temas. A facilidade com que cativou a audiência, mesmo com temas tão vagos, foi incrível.

Outros exemplos poderiam ser dados, pois não foram poucos os que me marcaram pelas mesmas razões. Mas para não me repetir mais, e a propósito de discursos inspiradores, deixo apenas o famoso discurso de JFK na Universidade de Rice, a propósito da ida à Lua.


Tuesday, July 27, 2010

Férias


Estarei de férias do blog durante aproximadamente um mês, porque vou fazer um curso de Verão em Kiruna, no norte da Suécia, sobre exploração espacial.

Na fotografia, o Esrange Space Center, perto de Kiruna.

Friday, July 23, 2010

A ler, no De Rerum Natura

Thursday, July 22, 2010

Educação em Plano Inclinado

O Plano Inclinado do passado sábado foi sobre educação, tendo como convidada a professora Rosário Gama. Deste programa, cujo video se encontra abaixo, gostaria de destacar três momentos, que me parecem especialmente relevantes.

O primeiro tem que ver com uma frase dita por Rosário Gama em que chama a atenção para o facto de testes facilitistas não distinguirem alunos. Um exemplo: na sua escola, alguns professores mais exigentes vêem as notas dos alunos subirem nas avaliações externas. Aqui, alunos de 13 e 14 passam a 18 e 19, o que faz com que desapareça a distinção estes alunos e os alunos que já têm excelentes notas. Isto é preocupante por duas razões: é injusto e um desincentivo para os melhores alunos e não reflecte o estado da educação nas estatísticas.

Outra coisa interessante que Rosário Gama refere, embora pareça paradoxal, acaba por ser verdade. A professora diz que os alunos gostam dos professores exigentes. Medina Carreira desconfia, mas Nuno Crato confirma que é verdade, e explica muito bem porquê. Num reino onde a balda é a regra, os alunos percebem que onde há exigência vale a pena trabalhar porque de facto aprende-se alguma coisa. Com os professores baldas, pode ser tudo muito divertido ao início, mas pouco depois torna-se óbvio de que tudo aquilo é uma perda de tempo irrelevante. Da minha experiência enquanto estudante, também confirmo, de uma forma geral, o que foi dito pela professora Rosário Gama.

Finalmente, há um dado importante sobre a importância dos exames. Rosário Gama diz que o estudo dos alunos é melhor quando são avaliados por exames. É verdade. O interesse dos exames nacionais não é só avaliar de forma justa e igual todos os alunos de Portugal. É também obrigá-los a estudar de forma séria, aumentando o grau de aprendizagem e de conhecimento.


Tuesday, July 20, 2010

A ler